Artigo escrito

  • dia 27.02.2008
  • às 07:05 PM
  • por Pato

Fair Play: Carrinho e os riscos de lesões graves

Lesão de Eduardo da Silva reabre polêmica sobre o carrinho. Mundo do futebol discute possível proibição da jogada após mais uma fratura grave

Momento em que Eduardo da Silva sofre a fratura

A imagem é tão forte que as emissoras de TV evitam exibi-la. A fratura no tornozelo do brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva, do Arsenal, após uma entrada violenta do zagueiro Martin Taylor, do Birmingham, durante jogo do Campeonato Inglês no último sábado, não só chocou o mundo do futebol como também reabriu o debate sobre a possível proibição do carrinho.

A manobra, que basicamente consiste em deslizar pelo gramado para interceptar a bola ou desarmar o adversário, é tão antiga quanto o próprio futebol. Foi inventada pelos pais do esporte, os ingleses, que a chamam de “sliding tackle”. Desde então, tem celebrizado jogadores pela destreza com que a executam e também quebrado ossos de tantos outros.

No futebol brasileiro, o caso mais notório de carrinho “criminoso” foi o aplicado por Márcio Nunes em Zico, em agosto de 1985 (veja o lance no Youtube). Bangu e Flamengo disputavam a final do Campeonato Carioca daquele ano, no Maracanã, quando o defensor atingiu em cheio o Galinho, que deixou o campo com lesões em ambos os joelhos e só voltou aos gramados depois de três cirurgias.

Zico certamente não foi a primeira vítima de um carrinho mal-intencionado. Mas depois dele, as campanhas para inibir a violência dentro de campo, sobretudo contra o carrinho, ganharam eco no Brasil. Cronistas esportivos consagrados como Armando Nogueira e Fernando Calazans têm defendido ao longo dos anos a proibição pura e simples da jogada.

– Seria esta a única solução para que o futebol continuasse a ser praticado com mais decência, com mais lealdade, com mais fair-play (…) Enquanto estiver entregue à interpretação dos sopradores de apito, vai acontecer o que acontece sistematicamente em nossos campos, em todas as rodadas: num jogo aqui, o cabeça-de-bagre dá o carrinho e é expulso; em dois, cinco, sete jogos acolá, outros cabeças-de-bagre desferem o mesmo carrinho e não levam sequer cartão amarelo – escreveu Calazans em sua coluna no jornal O Globo, de 6 de novembro de 2005.

Fonte: ClicRBS.com.br

um comentário

  1. Hoffmann says:

    Se ficar ciscando na minha frente, leva carrinho sim!! Na minha área mando eu!! hahahahaha

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